Eu coloquei as pinças, discos ventilados, pastilhas dianteiras do Gol GTI 8 válvulas e deixei hidrovácuo e cilindro originais, se você colocar o hidrovácuo de um modelo mais atual, o freio fica mais “sensível” porém mais suscetível a “travar”.
Para o freio traseiro comprei um kit completo (não é original VW) de uma empresa chamada powerbrakes. Mas basicamente são os mesmos discos e pinças que eram usados nos Chevrolet Kadett/Monza com freios a disco traseiros, flange de adaptação e conexões, além
de válvulas reguladoras.
Porém como comprei o eixo traseiro do Gol GTi 16v completo, acabei mudando os discos traseiros e passei a utilizar o sistema original da Volkswagen.
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Manual do Voyage 1983
http://www.homepagedovoyage.com.br/manual83.pdf
Manual do Voyage 1988
http://www.homepagedovoyage.com.br/manual88.pdf
Manual do Voyage 1992
O Voyage foi projetado e fabricado pela Volkswagen do Brasil, assim como o Gol, a Parati e a Saveiro, (família BX) é claro quea VW não começou do zero, logo existe uma grandesemelhança entre o Voyage e outros carros da marca fabricados na Europa na década de 70, principalmente com Jetta MkI, e a parte mecânica idêntica ao Passat Brasileiro.
O Voyage foi lançado no final de 1981 com motor refrigerado a água de 1,5 litros e 4 marchas e podia ser a gasolina ou álcool, as versões de acabamento se chamavam “S” = super “LS”= luxo super e “GLS” = gran luxo super. Embora tenha saído na mídia impressa na época que existiria uma versão com motor boxer (do Gol/ Fusca) na prática nunca foi comercializada. Em 82 foi eleito o carro do ano e começou a ser exportado (e fabricado também na Argentina) para países da América do Sul com o nome de Gacel, Amazon e futuramente Senda na versão Argentina 1,9 litros a diesel.
Em 83 o Voyage álcool passou a utilizar o motor MD 270 de 1,6 litros (o mesmo do Passat TS) identificados com um “1.6” na grade do radiador, até então o motor VW brasileiro mais potente (81cv). Ainda em 83 foi lançada a primeira série especial,o Voyage Plus (faróis de neblina, calotas, parachoque na cor do carro) e também o Voyage Sedan (4 portas), na época com baixíssima aceitação, os brasileiros não gostavam de carros 4 portas (o inverso de hoje onde a maioria prefere àcomodidade ao design esportivo de um cupê).
Em 84 todos os modelos passaram a ser 1,6 litros, inclusive a série especial “Los Angeles” (comemorativa as Olimpíadas) que se diferenciava dos demais pelos acessórios (inclusive um pequeno aerofólio) e a cor exclusiva, um azul metálico(apelidado de “azul tampa de panela”) já ouvi dizer que a VW fabricou menos carros desta série do que o planejado devido a cor ser muito chamativa para a época. Em 85 e 86 o câmbio de 5 marchas era opcional e em 87 passou a ser de série. Ainda em 86 foi lançado o Voyage GLS Super, com Motor 1,8 litros e bancos Recaro.
Em 85 o Gol, até então equipado com motor 1,6 litros refrigerado a ar passou por uma mudança, ficando com a frente e o motor iguais aos do Voyage, o consagrando como sucesso de vendas da VW até hoje. Em 86 o Voyage passou a utilizar o motor AP (alta performance) e em 87 mudou externamente, ganhou novos faróis, grade e parachoques envolventes. Ainda em 87 começaram a ser exportados para os EUA e o Canadá, com o nome FOX e mais de 2.000 modificações, incluindo injeção eletrônica (Bosch – KE Jetronic). Em 88 novas portas e retrovisores, painel de instrumentos ee acabamento interno iguais ao do Fox (na minha opinião o modelo 88 é o mais bonito de todos principalmente na versão Super) Nesta época as versões eram: “CL” = comfort luxo (AP 1.6 ou 1.8), “GL” = gran luxo (AP 1.8),ou “GLS – SUPER” (AP 1.8S).
Em 91 uma nova mudança nos faróis e grade, e o motor 1.6 passou a ser o AE 1.6 (os conhecidos CHT Ford) era época da Autolatina e também a venda do 700.000º Voyage. Em 93 foi lançado o mais completo e mais potente Voyage, substituindo o Super, o Voyage Sport 1.8 S, que ficou em linha até 94, o Voyage 4 portas era fabricado na Argentina com motor 1.8, ainda em 93 com o fim da Autolatina voltaram os motores AP 1.6. No final de 94 deixou de ser fabricado no Brasil. No final de 95 o Voyage saiu de linha e era fabricado em duas versões, a GL 1.8 e a Special (apenas 4 portas) e em 96 foi substituido pelo Polo Classic, fabricado na Argentina com motor transversal 1.8 injeção eletrônica, maior porta-malas e design mundial Volkswagen.
Porém o Polo não repetiu o sucesso do Voyage, após alguns anos sem um substituto, a Volkswagen resolveu relançar o Voyage em 2008 junto com a nova geração do Gol.
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Motor e Câmbio
A princípio é possível colocar qualquer motor VW da linha AP no Voyage, exceto o 2.0 16V, embora alguns digam que sim, acredito ser muito complicado, trabalhoso e principalmente caro, devido a injeção eletrônica, embreagem hidráulica e câmbio importado. Meu Voyage ainda tinha o motor original MD270 álcool e o câmbio 4 marchas normal (curto).
Após analisar as opções e os preços, o melhor foi comprar um motor parcial em concessionária VW (base de troca), os motores em desmanches eram bem mais baratos, porém quando me ofereciam um motor por 50% ou menos do preço de um novo, era sem nota fiscal e/ou com os números raspados, ou seja, aí depende da consciência de cada um, os desmanches que fornecem nota fiscal e deixam os números no motor acabam prejudicados e vendendo bem mais caro, custando apenas 20% menos que um novo, além de ser difícil saber a quilometragem exata do motor.
Eu comprei um AP 2.0 litros álcool (versão do Santana 90) para usar carburador, comprei um 30/34 – 3E – Brosol e todas as outras peças novas em concessionárias ou auto peças que trabalham com peças originais. O câmbio foi comprado de um amigo mecânico (5 marchas do Gol GTS/Passat Pointer/Voyage Super), é preciso trocar o trambulador, o coxim e o acionamento (alavanca, etc) pelo do 5 marchas e pacientemente regular (no meu Voyage não coube a coifa e foi preciso “aumentar” um pouco o rasgo por onde passa o eixo de acionamento, este eixo obrigatoriamente tem que ser do Voyage até 96 ou do Gol/Parati/ até 94 pois coloquei o eixo do Gol Novo e não deu regulagem ).Em 2001 troquei o câmbio novamente e coloquei um modelo 2P (Ford Versailles 1.8) de relações mais longas.
O motor encaixa perfeitamente, é necessário trocar o escapamento, embreagem, os coletores de admissão, escape e filtro de ar, pelo do Voyage 1.8 Super, desligar o ar quente (falta espaço e o acionamento do ar quente é diferente, cabo x vácuo), trocar a flange de saída da bomba d’agua e mudar o suporte do retorno do combustível (dobrar ao contrário e fixar na direção do 3° cilindro), trocar o distribuidor pelo do Santana 90 álcool (depende da versão que você escolheu montar) e todas as mangueiras de água, meu pai “projetou e desenhou” um suporte para o reservatório de água e mandei fazer numa serralheria ( o suporte original não caberia devido ao suporte da bomba de partida à frio). Eu coloquei o radiador do Voyage com ar condicionado, e não coloquei radiador de óleo (mas se você pretende andar muito tempo em velocidade máxima é bom usar), alguns suportes podem ser usados do MD270 e outras “latas de proteção” tem que ser compradas em desmanches. Apesar das dificuldades, consegui encontrar 80% das peças percorrendo as 4 concessionárias VW que existiam em Campinas/SP em 1998.
O carro ficou muito bom, a única coisa que denuncia a mudança é a mangueira do blow-by saindo do cárter. Agora veja as dicas do freio, pois não basta acelerar, uma hora ou outra você vai ter que parar de repente e os freios originais podem “vitrificar” e não serão suficientes.
A história do meu Voyage
Meu Voyage é 83 e foi comprado pelo meu pai em 88 com 63.000Km. Quando completei 16 anos, exatamente no dia do meu aniversário, meu pai disse: “Está na hora de você começar a aprender a dirigir”. Nem preciso dizer o quanto fiquei surpreso e feliz, mas “o curso” demorou 2 anos e só depois dos 18 ele “liberou” o Voyage, portanto este Voyage foi o 1º carro que eu dirigi na vida. Segundo minha prima Lilian, que é psicóloga e trabalhou num hospital psiquiátrico, isso explica porque gosto tanto do meu Voyagessauro, mas ela recomendou que toda família fizesse terapia …(!!?).
Em 93 quando meu pai resolveu trocá-lo por uma Belina 4×4, vendi meu Passat 80 (antes tive um Passat 74 “Azul Iraque”) e comprei o Voyage (estava com 103.000 Km), tentei encontrar alguns detalhes de acabamento que estavam quebrados e deixá-lo original, porém acabei descobrindo que não existiam mais! Então optei por personalizar o carro: em 95 troquei o câmbio, em 97 reformei o carro (funilaria, pintura, borrachas, frisos, plásticos,etc…) em 98 troquei o motor e os bancos, em 99 parei de usá-lo diariamente.
Em 2006 descobri que o carro estava com muita ferrugem no assoalho e caixas de ar ao erguer o carro para instalar o kit de freio a disco traseiro. Então resolvi desmontar o carro inteiro, trocar tudo que estivesse podre ou com massa, borrachas, frisos, etc. Essa “restauração” demorou 18 meses (pois o dono da funilaria deixou meu carro de lado) e desde o final de 2007 o Voyagessauro está novamente na garagem, porém na cor Prata Reflex e sem ferrugem.
Hoje ele está com 183.000 Km (19.000 Km o motor 2.0) e só ando com ele nos finais de semana de sol, o restante do tempo ele fica na garagem coberto com capa para não pegar nem poeira.
Para ver fotos da restauração acesse o album abaixo:
http://public.fotki.com/San-voyage83/funilaria/voyagessauro/
Dados técnicos do meu Voyage
Motor
Cilindrada : 1984
Potência: 125cv a 5600 rpm
Torque: 179,5 Nm a 3200 rpm
Câmbio
1º marcha 3,45:1
2º marcha 1,94:1
3º marcha 1,29 :1
4º marcha 0,97:1
5º marcha 0,80:1
Diferencial 3,89:1
Dados do manual do proprietário (Santana 2.0 ano 90 / Santana 1.8 ano 95)
Veja meus outros Hot Wheels nos álbuns abaixo:
http://flickr.com/photos/meushotwheels/