Como eu fiz um protetor de cárter em fibra para o Monza

O protetor de cárter original do meu S/Rat precisava ser trocado (está todo amassado e com os furos de fixação rasgados), então comprei um paralelo (original não existe a venda), mas o fabricante provavelmente nunca viu um Monza por baixo na vida, pois simplesmente não encaixa e as curvas são totalmente diferentes do original, além de mais pesado, mesmo sendo menor e cheio de rasgos. Olhando os carros atuais (projetos novos, não dinossauros que ainda são fabricados para o terceiro mundo), os que ainda usam, os protetores são de plástico. Então fiz um novo usando fibra de vidro, fibra de carbono e resina epóxi, veja que é bem fácil e simples fazer.

O primeiro passo foi copiar o protetor original usando um papel/cartolina, em seguida passei resina e uma camada de fibra de vidro e moldei as curvas no formato do protetor original.

veja que o protetor original já sofreu muito nessa vida!

O segundo passo foram outras camadas de resina dos dois lados, as camadas de resina epóxi com o tecido de fibra de carbono e mais camadas de resina.

O terceiro passo foi cortar os excesso, furar na mesma posição para fixar no carro (no meu caso tive que refazer os furos na instalação pois o protetor original estava muito ruim), e finalmente instalar no carro.

Obviamente precisei fazer ajustes limando para encaixar e aumentar os furos, também deixei de fixar o protetor em um dos cantos para aumentar a distancia em relação ao escapamento (lembre-se que o original era de aço e agora é de plástico).

Eu não lixei a resina nem fiz o polimento pois não achei necessário deixar bonito, apesar da diferença de espessura pois as camadas de resina foram feitas manualmente, mas se vc quiser deixar perfeito, é possível deixar como uma peça de um carro protótipo de corridas, gastando algumas horas lixando e depois polindo.

Acima o original de aço e a cópia bem mais leve, abaixo veja como ficou instalado no meu S/R, ele é um Ratlook com alguns upgrades mecânicos e algumas partes em fibra de carbono.

Além de uma proteção óbvia, deixar sem o protetor pode alterar a temperatura do motor (mais frio na estrada por exemplo), como o Monza S/R saiu de fabrica com ele recomendo deixar da forma como foi projetado.

Provavelmente vc saiba que meu S/Rat é meu carro de uso diário durante a semana (no final de semana uso a Saveiro) e que as poucas peças originais que ele ainda tem são as piores que tenho, pois as melhores estão instaladas no S/R McQueen (meu S/R todo original e placa preta) ou guardadas para reposição.

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Como usei o “scanner” em um Fiat Palio sem conector OBD

Esses dias minha amiga Renata comprou um Palio 1.0 Flex completo ano 2006 e conversando me disse que levou o carro para “um mecânico” para um orçamento de revisão, pois a lâmpada de diagnose andou piscando quando ela colocou álcool no tanque e o motor falhando. O melhor foi o orçamento do “mecânico”: ” R$100,00 para mudar a chave com o scanner para ela poder usar álcool e mais R$100,00 para trocar a água do radiador que está suja” (aditivo a parte). Confesso que fiquei indignado com a sacanagem de inventar essa “chave” para cobrar mais caro dela (os carros flex fazem isso automaticamente desde que não tenham falhas relevantes na memória da ECU) e combinamos que eu cuidaria disso na Garagem 150, assim ela não gastaria nada e eu fico mais tranquilo por ela não levar o carro para um péssimo profissional. Inicialmente resolvi ler a diagnose para saber se havia algum problema / erro na memória da ECU, Mas esqueci que em 2006 os carros no Brasil ainda não eram padronizados OBD-BR1 e os conectores podem ser diferentes.

Pesquisei na internet e tive que juntar informações de vários lugares diferentes,  por isso  resolvi escrever este post.(Usei o ELM327 por bluetooth, mas vale para qualquer scanner genérico padrão EOBD)

Existe o cabo adaptador a venda na internet, mas como eu só queria fazer 1 leitura das falhas e ler alguns parâmetros com o motor funcionando fiz esta “gambiarra” das fotos, se vc tem um carro desses, sugiro que vc faça este cabo adaptador seguindo a pinagem abaixo.

No conector do Palio no plástico amarelo está gravado os números 2, 1 e sem marcação. com a trava do conector para cima e olhando de frente a sequencia é :   – 2 – 1 – sem marcação –

Pino 1 (fio preto no chicote do palio) é o negativo da bateria

Pino sem número é a linha K (sinal de diagnose)

Pino 2 (não tem nada ligado)

No Conector OBD ligue os seguintes pinos:

Pino 4 no negativo da bateria

Pino 7 na linha K do conector do Palio

Pino 16 no positivo da bateria (12v)

Na foto liguei outro pino 15, mas este é para o Palio 1.2 de outro país, não tem o fio no conector do Palio brasileiro (vi em um Forum da India).

Como curiosidade: O Palio da minha amiga não tinha falhas, ela pode abastecer qualquer mistura de álcool com gasolina, acabamos descobrindo que ela abasteceu em um posto “suspeito” que estava fazendo uma promoção de álcool para pagamento em dinheiro…..

Verifiquei também as velas, troquei a água do radiador, coloquei aditivo e ainda fiz um polimento nos faróis que estavam amarelados.

Enfim, o “mecânico” picareta foi ganancioso, inventou uma história de chave para enganar Mulher e perdeu uma provável cliente.

 

 

 

 

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Restauração do Verdinho post 1

Ao contrário do que imaginávamos o Verdinho tem muitas partes com problemas de ferrugem…. Então a restauração vai dar mais trabalho ao Felipe e ao Luiz, por outro lado será trocado todas partes ruins por chapas novas da melhor qualidade possível, já que original não existe mais.

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Como eu adaptei os bancos do Celta no Fusca

Obviamente os bancos originais do Fusca não são um exemplo de ergonomia, mas como são originais, tudo bem! Mas depois de andar 3 dias seguidos com ele, comecei a pensar uma maneira de melhorar isso. Primeiro conversei com a dona do Herbie para saber sua opinião, e não é que a D. Ivani disse que gostaria que o banco fosse uns 5 cm mais alto!!! pronto!!!! Arrumei um motivo para passar a Serra Sabre em tudo!!!

Lembrei do Fusca de um colega que tinha os bancos do Corsa B adaptados, vi alguns videos no youtube mas nenhum mostrando os detalhes, por isso escrevi este post.

Para quem não sabe a plataforma do Celta é a mesma do Corsa B, portanto apostei que o tamanho dos bancos seriam os mesmos. Então eu e a Fabi fomos aos ferro-velhos garimpar bancos, antes conversei com um tapeceiro para ter idéia de preços da reforma das capas, adaptação, etc. Como procurávamos bancos de carros 2 portas, este conjunto abaixo do Celta foram os melhores que conseguimos encontrar por um preço um pouca acima do que seria justo, na minha opinião, mas….. O importante é que toda estrutura e as espumas estão boas, as capas não eram tão importantes.

Antes de lavar tudo!!!!

Para não ficar sofrendo para soldar dentro do Fusca, nem correr o risco de travar a minha coluna, usei os assoalhos novos que ainda não troquei do meu Fusca 72 (que é igual ao do 75) como modelo dos encaixes.

Após algumas medições e várias idéias para um suporte de adaptação (um dos meus requisitos era não furar o assoalho do carro).

Acabei decidindo usar a base original dos bancos do Fusca, porém resolvendo o problema das folgas travando a regulagem desta “base fusca” e fazendo o ajuste de distancia nos “trilhos do celta”.

Observe que os suportes dos bancos do Celta tem “quase a mesma medida” dos suportes do Assoalho o que facilita muito esta adaptação.

1º Passo: Cortar os bancos originais para ter a base. Eu cortei sem dó, pois estes bancos não são originais, já haviam mexido e soldado em vários lugares e adaptado um “encosto alto”. As capas também estavam ruins e não eram o tecido original.

2º passo – Soldar a base do banco “velho”nos suportes do banco “novo”. usei uma chapa de aço para juntar tudo, assim as diferenças de medida ficam irrelevantes. E adivinhe quantos centímetros mais alto  o banco ficou…..exatamente 5 cm, como minha Mãe havia sugerido!!!

3º passo – Fazer um suporte para travar a base ao assoalho do Fusca eliminando as folgas.

E finalmente pronto e com novas capas.

Como o banco ficou mais alto, troquei o volante “Bumerangue” original por um de reposição de menor diâmetro. Os cintos de segurança também passaram a usar o encaixe de modelos atuais, mas os puristas podem ficar tranquilos, todas as peças que ainda eram originais deste Fusca estão guardadas, caso no futuro a D. Ivani resolva virar colecionadora.

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O adesivo não sai mais!!!!

Talvez você se lembre que a alguns anos tentei pintar o capô do S/Rat e ficou uma porcaria. Então eu e a Fabi compramos o adesivo e “envelopamos” o capô. Depois disso se passaram alguns anos e o adesivo obviamente estragou, ontem resolvi tirar para colar um novo….Mas veja como foi difícil.

Eu já imaginava que iria ser difícil, mas nem tanto…. Vi na internet que sai facilmente com soprador térmico…. Mas no meu caso não deu certo. Então pensei, já que a pintura por baixo é ruim, vou facilitar minha vida e joguei fluido de freio…. Também não fez nem cócegas…. Aí a solução foi lixar….

Mesmo assim…. Está dando trabalho, até pifou 1 lixadeira e ainda não consegui terminar com a lixadeira nova.

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Foto da noite

Faltou tempo no final de semana para ligar os Hotwheels? Por isso existe a segunda a noite.

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Hoje é o dia!!!

Após a revisão de toda mecânica, hoje finalmente é o dia que o Verdinho vai para a Bravus Funilaria e Pintura consertar uns leves amassados, eliminar ferrugens do assoalho e cantos, refazer alguns kpo e ganhar uma pintura inteira nova!!!

Felipe, cuide bem dele igual cuidou da Saverado!!!!

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