Como eu tirei o filme dos vidros da Belina 4×4

Tenho certeza que você pensou: Qual o motivo de uma rara Belina 4×4 ter filme para escurecer os vidros, certo? Então… o filme ainda era da época que meu Pai utilizava ela aos finais de semana para ir à chácara. Ultimamente tenho mexido um pouco na Belina e tentado melhorar o visual dela, neste post vou mostrar como é simples, porém trabalhoso tirar o filme dos vidros.

Na verdade o segredo, como quase tudo, é ter a ferramenta certa, para facilitar a retirada comprei este estilete que é chamado popularmente de “ratinho”, também comprei um produto bom para tirar a cola dos vidros, usei o strike da vonix.

Use algum produto específico para remover cola para não sofrer muito
Estilete “ratinho” para facilitar a retirada e não estragar os vidros

Eu comecei pelos cantos e fui puxando o filme bem devagar para deixar o mínimo de cola nos vidros. Não sei o motivo, mas de alguns vidros o filme sai quase inteiro e em outros sai em pedaços pequenos ou deixando a tinta escura no vidro além da cola, neste caso passei o estilete ratinho com cuidado e saiu.

O filme já estava ficando “roxo” e desbotado em alguns cantos, embora tenha ficado bem pouco no sol, já estava instalado a 12 anos!!!

Bom, sou extremamente suspeito para falar, mas acho que carro antigo fica muito mais bonito sem filme (exceto minha Saveiro G3 que tem faróis máscara negra hahahahaha).

Antes – Com filme nos vidros
Depois – sem filme, muito mais bonita parecendo um “aquário”, mas elegante, afinal ela é uma tiazinha de 37 anos.

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Restauração do Verdinho – post 13

A novidade da semana é que o interior do meu Voyage 82 foi pintado.

Detalhe: As partes que são pretas também foram repintadas
Assoalhos novos pintados de verde Álamo porém sem brilho, exatamente como a Volkswagen fazia em 1982
Porta Malas repintado

E os famosos “macarrões” dos paralamas dianteiros refeitos aguardando a pintura.

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Restauração do Verdinho – post 12

Agora todo assoalho que foi trocado e as caixas de roda já estão prontos, calafetados e emborrachados na cor original do Voyage 1982. Ficou simplesmente … original!!! (em meu Voyagessauro 1983, que não tem placa preta, optei por pintar o assoalho externo de preto fosco e as caixas de roda de prata). Achei sensacional o Felipe conseguir reproduzir esse acabamento 40 anos depois do carro ter saído da fábrica Anchieta da Volks!!!

Externamente ainda não foi pintado
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Restaurando minha Chevy 500 – post 10

Continuando a funilaria da minha Chevy 500, cortei todas os pequenos pedaços de chapa das peças antigas que ficaram presos a carroceria, assim pude começar a alinhar as peças novas e verificar/simular os encaixes. O melhor de usar peças originais (de estoque antigo) é que o alinhamento fica perfeito se você for cuidadoso e caprichar nos detalhes, veja nas fotos abaixo.

Peças alinhadas prontas para soldar
Encaixe perfeito das peças “NOS”
Lateral traseira esquerda
Lateral traseira direita

Mas é claro que não é tão simples assim, demorei bastante para conseguir este resultado na base do faça você mesmo, com certeza um profissional faz isso de olhos fechados e bem rápido, vamos ver até que ponto consigo controlar a ansiedade e ter paciência para continuar sozinho (apenas consultando o Felipe da Bravus). O próximo passo vou tentar alinhar o assoalho, eu já havia trocado, mas como não tinha um painel traseiro novo, acabei soldando na posição errada, veja nas fotos abaixo.

Agora precisarei “soltar” o assoalho e “soldar” na posição correta para um perfeito alinhamento
Este vão indica que vou ter bastante trabalho….

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Restaurando minha Chevy 500 – post 9

Aos poucos estou continuando a funilaria da minha Chevy 500, como para desmontar as partes “velhas” acabei estragando onde elas são soldadas, pensei em soldar um reforço interno nas laterais, assim poderei furar e refazer as soldas nas peças novas. E não é que deu certo?

Resultado final.

Comecei fazendo um modelo em papel/cartolina, testei o modelo e transferi o formato para uma chapa de aço.

Testando o encaixe

Em seguida, cortei usando uma tesoura (para chapas de aço é claro!!!) E ajustei usando o esmeril. Usando alicates de funilaria fixei no local e arrisquei soldar com a minha mini-mig sem gás (arame revestido). Aqui vale uma observação: acredito que um profissional usaria uma solda do tipo tig, mas como eu não tenho solda Tig e também não sou funileiro profissional, usei o que tenho. Mas a grande dificuldade é que sou muito ruim de solda, acabo compensando na esmerilhadeira para “despiorar” o acabamento, embora neste caso não vai ficar aparente.

Outro procedimento importante é tirar todos os pequenos pedaços das peças “velhas” que ainda ficaram presos. Senão as peças novas não ficarão alinhadas.

Testando a montagem

O próximo passo será fazer a mesmo do outro lado e depois soldar definitivamente.

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Compramos uma Montana e guardamos de vez a Saveiro G3

A minha Saverado embora já fosse considerada um Hotwheels e estivesse oficialmente na coleçãozinha da Garagem 150, eventualmente precisava sair de baixo da capa e encarar um “frete familiar” ou fazer “apoio” para a Fabi nas competições ou passeios de Mountain Bike, (normalmente vou de Jeep, mas quando o passeio é longe, acabávamos usando a Saveiro). Enfim, apareceu a oportunidade de comprar a Montana do meu Primo e agora a Saverado só carrega na caçamba o estepe original dela.

Então, mãos a obra para fazer uma “revisão de detalhes” na Montana, a poucos meses ela passou por uma revisão mecânica de suspensão, arrefecimento e correia dentada, então apenas melhorei alguns detalhes visuais e revisei outros.

Antes – logo após a compra

Compra online de peças…(ainda estamos numa pandemia, lembrou?)

Trocando o básico da ignição e filtros para completar a revisão que já havia sido feita pelo mecânico do meu Primo a alguns meses.
Faróis originais novos
Junta da tampa de válvulas
Rádio atualizado para poder usar Bluetooth/Spotify

Começamos, sim!!! a Fabi ajudou bastante!!! Instalando uma lona maritima nova

Kit novo de lona
Desmontando a ferragem da lona velha rasgada e instalando a nova.

DIY – Faça você mesmo!!! Com a ajuda da Esposa, é claro.

Passo seguinte trocamos os faróis velhos, aqui você deve estar pensando….”se polir resolve!!!” É verdade, resolve por um tempo, eu mesmo já havia polido e envernizado estes faróis a alguns anos, mas 1 deles está mais escuro que o outro e acabei encontrando o par por um bom preço. Mas na Montana/Corsa é preciso desmontar o parachoque e o acabamento dos paralamas para tirar os faróis. Sempre tem aquele parafuso escondido…..

Parafuso “escondido” de fixação do farol
Muita diferença!!!
Aproveitei que estava fora para limpar e passar um produto revitalizador de plásticos
Melhorou muito o visual e também a segurança, coloquei lâmpadas osram “brancas” de 55w

Ainda no visual, tirei as calotas (particularmente não gosto de calotas), lixei e pintei as rodas de preto fosco (usando spray mesmo).

Na parte mecânica, troquei a junta da tampa de válvulas, mas já sabendo que (como todo GM) logo começa a vazar novamente.

Vazamento típico e comum.
Para soltar as mangueiras o ideal é ter este alicate
Parafusos tipo torx
Todo mecânico profissional diz que não precisa usar cola+junta. Como não sou profissional eu uso em meus carros
Junta original, nem adianta tentar com juntas paralelas

Eu faço desta forma em meus Monza, para demorar um pouco mais para voltar a vazar, tem dado certo.

E para completar troquei as velas e cabos de ignição, além dos filtros do carro.

Trocando o filtro de combustível
As velas já estavam na hora da troca
Cabos de velas já estavam fazendo o motor falhar em marcha lenta e se “desmancharam” ao desmontar.

É meio óbvio, mas … caso você não tenha certeza sobre a ordem dos cabos, sequencia de ignição é melhor anotar.

Também instalei um rádio novo, antena nova e os alto falantes de 5″ nas laterais internas atrás dos bancos.

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Restauração do Verdinho – post 11

Esta semana fui “visitar” meu Voyage “Verdinho ” na Bravus, Vi pessoalmente o capô novo pintado na cor verde álamo original. No momento o Felipe está fazendo toda a calafetação e emborrachamento, seguimos buscando a originalidade e o mais perfeito possível, trabalho artesanal e meticuloso.

Refazendo o emborrachamento na mesma cor original
KPO nos assoalhos novos
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Como eu testei o marcador de combustível

Na última vez que fui dar umas voltas com a Belina 4×4 enchi o tanque (depois que troquei a mangueira do bocal), mas o marcador de combustível indica apenas 1/4. Então resolvi testar a bóia do tanque e também o painel.

O primeiro passo é desmontar para ter acesso a conexão elétrica da bóia de combustível,

Usando um multímetro, veja se o circuito interno da bóia está “aberto” ou se tem algum valor de resistência.

Neste caso, como tem um valor de resistência significa que o circuito interno da bóia está funcionando, por isso que ao ligar a ignição o marcador indica 1/4 (porém o tanque está cheio). O ideal seria saber a “curva” de resistência, porém não é uma informação fácil de conseguir, mas a precisão também não é boa, seria apenas uma referência.

1/4 o tempo todo!!!

Passo seguinte, testando o mostrador do painel (galvanômetro): Para testar é muito simples, quando a resistência é 0 ohm ele deve indicar tanque cheio, então basta encostar um fio no outro e ver se indica “tanque cheio”.

Painel está ok!!!

Então qual o problema? Com certeza é um problema mecânico, ou seja a haste da bóia provavelmente oxidou nesta posição devido ao álcool (combustível) e por ser um carro de coleção e não ser usado com frequência o combustível não “balança”, o que deve ter feito a haste “travar” na posição equivalente a 1/4. Mas como ter certeza sem desmontar? Fácil. Basta balançar o carro e verificar se a resistência (no multímetro) varia ou não, neste caso balancei bastante a Belina e a resistência não muda. Agora é só comprar uma bóia nova e trocar.

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Restaurando minha Chevy 500 – post 8

A restauração da minha Chevy, vem se arrastando a alguns anos, principalmente pelo fato que até agora eu mesmo fiz tudo nela. Teria sido bem mais rápido se eu tivesse levado para algum funileiro/pintor profissional, mas por outro lado tenho aprendido bastante com as tentativas e erros, se você fizer uma busca aqui no blog (tem um campo ao lado) vai ler e ver muitas fotos desde quando guardei a Chevy e comprei a Saveiro…(Na verdade já guardei na coleçãozinha a Saveiro e o S/Rat que substituiu a Saveiro também….bom se passaram uns 10 anos). Enfim, em alguns posts do passado do blog eu consertei o painel traseiro (cortei, levei para bancada, desamassei e soldei de volta na Chevy) e fiz o acabamento com massa de poliester, pois não tinha as peças novas. E estava deste jeito…. Foi a melhor solução possível na época.

Faltava o acabamento e a preparação para pintura, mas a funilaria estava pronta.

Mas, consegui comprar peças novas de estoque antigo (NOS), não foi barato, mas foram aparecendo a venda e eu fui juntando as peças.

Peças GM de estoque antigo

Agora com as peças originais novas em mãos, resolvi desfazer tudo que eu já havia feito, principalmente para poder tirar o excesso de massa que precisei usar.

Como já tenho alguma experiência, sei onde posso cortar e como desmontar as soldas ponto, etc e tal…..kkkkk, eu poderia escrever isso, né? O blog é meu!!! Mas a verdade é que eu tinha uma ideia de como fazer (eu vi fazerem no Voyagessauro), mas o Felipe da Bravus me deu consultoria “online”… Afinal, estou adiantando o trabalho para ele, enquanto ele está restaurando o meu Voyage “Verdinho “.

Agora vai o tutorial para você fazer no seu Hotwheels aí na sua casa.

Primeiro encontre os pontos de solda que prendem a peça a ser trocada. Nestes pontos usando uma furadeira remova a solda ponto, tente não “atravessar”, embora nem sempre seja fácil.

No caso da traseira da Chevy, cortei as partes grandes com a esmerilhadeira e discos de corte para metal. Aqui vai o lembrete chato, mas necessário: Use EPI!!! Não tire as proteções das ferramentas!!!

Teoricamente seriam apenas o painel traseiro interno e o externo, mas …. eu sabia que as laterais já haviam sido consertadas com massa (na época que usava a Chevy diariamente), devido a ferrugem, então…. mais cortes!!!

Verdadeira Lasanha!!!

Cortando as laterais, tentando “salvar” as laterais internas.

Parece óbvio, mas tem que ter algumas ferramentas… acredite, já me mandaram mensagem dizendo que não era possível fazer o que faço em casa, porque precisava comprar ferramentas…. vai entender, né?
Cortando a “casca” externa
Tentando “despontear” como dizem os profissionais, sem estragar a peça “interna”

E finalmente soltando as soldas ponto.

As vezes os pontos de solda estão “invisíveis”, a dica é “limpar” a região, eu usei um disco tipo “flap” na esmerilhadeira.

E para soltar os pontos após furar, usei um martelo e uma talhadeira. Para retirar os pedaços de metal que ainda ficam presos também.

As vezes dá mais trabalho do que você imagina e exige mais força física do que parece, mas uma vez começado, não dá pra desistir!!!
Pontos de solda ocultos, um profissional já sabe onde eles ficam, mas eu só encontrei quando as peças não se soltaram e comecei a olhar com mais atenção.
Finalmente fora do carro e “testando” a peça usada numa “casca” nova original de estoque antigo
Estas são apenas as chapas externas para troca, por isso tentei desmontar as estruturas internas sem estragar muito, caso precise destas peças no futuro.
Outra opção que existiu eram estas peças que tem a chapa externa “casca” e a estrutura interna, optei em instalar estas e deixar tudo novo

Algumas partes estão pretas, pois passei um convertedor de ferrugem (fosfatizante) para não oxidar.

Nem parece uma Chevy 500

E agora algumas fotos “testando” a montagem das peças novas.

Painel interno
Encaixe perfeito
Painel traseiro
Voltando a parecer uma Chevy 500 (ignore as rodas VW BBS, são apenas para manobrar)

Ficou um “vão” pois o assoalho não encontrei original…. obviamente vai ter uma emenda aí.

O próximo passo é arrumar um espaço na agenda do Felipe para ele vir soldar com a MIG com Gás dele aqui na Garagem 150. (mesmo eu tendo uma Mig sem gás, prefiro não arriscar por estar trocando partes internas estruturais da traseira.

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Restauração do Verdinho post 10

Esta semana o Felipe começou a pintar o meu Voyage LS 1982 placa preta, ou simplesmente “Verdinho”. A primeira peça a ser pintada foi o capô do motor, assim o Felipe consegue avaliar se a cor ficou correta e outros detalhes técnicos da preparação e da tinta.

Pelo brilho e pela cor original “Verde Álamo” o Voyage Verdinhovai ficar incrível!!! As restaurações são demoradas, mas no final o resultado faz valer a pena a ansiedade e espera.

Video enviado pelo Felipe
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