Como eu troquei o carburador BLFA por um 2E7 (Monza S/R 1.8 família II fase I)

Lendo algumas revistas antigas, vi um upgrade fácil de se fazer no motor do Monza 1.8 fase I (fabricado até 1986) que daria a ele mais 4 CV. Seria utilizar o carburador do motor família II , fase II ano 1987 em diante. Depois de juntar todas as peças, carburador Brosol 2E, Coletor de admissão e Filtro de ar para o 2E, pensei que seria só montar.

Porém, o carburador que comprei (usado) não era de um Monza, mas de um Volkswagen com motor AP, então além de trocar os “gicleurs” fiz a adaptação abaixo para fixar o filtro de ar.

Usando uma barra roscada medi onde precisava serrar.

Eixo roscado

Eixo roscado

Serrei 3 peças iguais e depois parafusei no carburador usando trava rosca (loctite).

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Aproveitei e também troquei o selo do coletor.

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E depois de ler tudo isso voce deve pensar, porque não colocar o coletor de admissão do motor do fase 2. Simplesmente porque encaixa e monta, porém os dutos não coincidem, veja nas fotos abaixo com a junta do fase 1 (cabeçote até 1986) e a mesma junta colocada na frente do coletor do fase II (1987 em diante).

Talvez até funcionasse, mas é óbvio que o desempenho seria ruim, pois os dutos ficariam “estreitos” e com restrição.

Então a solução é usar uma flange de adaptação no coletor de admissão original do fase 1.

E o acerto do carburador que melhor se adaptou a essa alteração foi usar o original do fase II 1.8 alcool de 87 a 91 nos venturis, etc, porém usar um gicleur “140” no primeiro estágio e um gicleur “180” no segundo estágio. Mas lembre-se esta modificação é visando desempenho, portanto se seu objetivo é consumo esqueça tudo que vc está lendo neste post.

Veja acima que acabei comprando um carburador novo, o  (Sim, a Brosol ainda existe e ainda fabrica carburadores novos, é claro que não são os mesmos donos, mas a marca ainda existe e o ferramental original também) anterior que estava usando está com folga no eixo da borboleta.

 

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Como eu adaptei bancos Recaro na Chevy 500

Depois de um bom tempo sem mexer em minha Chevy 500 (já faz alguns anos que ela está desmontada e aos poucos estou reformando) Comprei o ano passado 1 par de Recaro para adaptar nela, abaixo veja como eu fiz.

Quando eu comprei os bancos, pensei que seria apenas trocar as bases (que originalmente são parafusados) de VW pela base do Monza S/R (imagino que seja a base Recaro mais parecida para se adaptar no Chevette)…..mas alguém adaptou a base de Volks soldando nos bancos Recaro….nem o Henrique que me vendeu os bancos sabia disso, pois os bancos vieram montados com a Saveiro dele.

Então, a minha única opção era desmontar (cortando as soldas) e fazer a mesma “gambiarra” porém soldando a base do acento original da minha Chevy.

Veja a diferença de fixação dos bancos entre um VW e o Chevette

Base de acento Volkswagen Gol soldado no Recaro

Cortando as soldas para retirar a “base de fixação” Volkswagen

Desmontei os bancos originais.

E soldei a base original da Chevy nos Recaro.

Aproveitei e antes de montar  os bancos, colei a forração nova e instalei o carpete novo, além de trocar todos os plásticos dos bancos, roldanas e acabamentos.

 

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Curiosidade: O Manual do meu Voyage LS 1982 placa preta

Este é o manual original do meu Voyage 82 placa preta,  agora com o manual em mãos posso provar que ele é um autentico “matching numbers” (número de motor e etc de fábrica), embora eu já soubesse disso pois o carro já estava na família a muitos anos. Meus sinceros agradecimentos aos meus queridos primos Marli e Valtinho por encontrarem o manual e guardarem para mim. Em breve vcs vão ver o “Verdinho” 100% restaurado, pintura e interior novos.

E abaixo um detalhe do Manual, o cartão de revisão de 15.000km, ele foi comprado 0km em Elias Fausto S.P na concessionária Balboni (nunca ouvi falar!!!!) e o primeiro dono morava em Sumaré S.P. Ou seja o Verdinho sempre morou no interior de S.P!!!!

Obs: As revisões foram feitas na concessionária até os 7.500 km. Atualmente ele está com 105.000 km.

 

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Uma nova pintura e outros detalhes para minha Saveiro – post 1

Já fazia algum tempo que minha Saverado precisava de uma repintura ( quase 4 anos no uso diário no sol e chuva), mas como os Hotwheels que já estão guardados sempre tem prioridade, não estava planejando reformar agora a Saveiro. Porém no final do ano passado em um “pequeno acidente” amassei a tampa da caçamba, tentei consertar mas não consegui, depois do “meu delicado conserto usando a marreta dinamica” a tampa não abria mais…. Então, obviamente levei para um profissional consertar. No fim eu e o Felipe Beck decidimos inverter a ordem e a Saverado foi para a oficina dele antes do “Verdinho”. Espero que voce goste de acompanhar o andamento da reforma e das customizações.

Abaixo a caçamba sem o protetor, por sorte não tem ferrugem ou amassados.

E aqui o Felipe desamassando a tampa para fazer o alinhamento….confesso que eu nem imaginei em fazer isso…. o importante é alinhar!!!

Abaixo uma customização de leve, mudando os parachoques e faróis do G3 fase 1 para o fase 2. Os faróis serão dupla parábola com máscara negra.

Talvez voce ache que eu deveria manter original, mas a minha opinião é: Se for original placa preta OK, senão o melhor é customizar e fazer uns upgrades. Minha Saverado já está com interior Recaro laguna do Gol GTi quadrado, Rodas do Gol G3Turbo.

 

 

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Como instalar cambio jet no Fusca e trocar a alavanca

O Fusca não é nenhum exemplo de ergonomia, bom talvez em 1938 quando foi projetado, mas ele já era bem ultrapassado na década de 70, quando o Herbie 1975 da minha Mãe foi fabricado. Notei que em toda troca de marcha minha Mãe precisava inclinar o corpo para alcançar a alavanca e que para mudar de primeira para segunda, por exemplo, o curso é bem longo (normal pois o Fusca tem um sistema de trambulador bem simples), mas alguém inventou um Kit chamado “Cambio Jet” (e muita gente copiou) para melhorar as trocas e eu aproveitei que desmontei tudo e também troquei a alavanca de troca das marchas por uma mais longa.

E claro, troquei também a mola e a placa que direciona as trocas de marcha.

Para desmontar é bem simples, é só soltar os 2 parafusos usando uma chave 13mm.

Veja a diferença no comprimento das alavancas.

Até agora o mais difícil foi passar a mola nova pela alavanca, mas nada que um alicate e uma chave de fenda não resolva. A mola antiga estava quebrada (isso provavelmente dificultava a troca das marchas também).

Instruções que vieram com o kit para montagem

Abaixo a grande dica do post: Essa aprendi com meu amigo e colega de trabalho, Edson Fernandes, atualmente mecanico “high tech” e colecionador de Corsa B (tem 1 de cada modelo) mas que tem um passado meio obscuro em oficinas da Zona Leste consertando Fusca…

Empurre a alavanca como se fosse engatar a Quarta marcha, mas não engate, deixe “quase” engatando. Então aperte os 2 parafusos 13mm. Acredite, as marchas engatarão facilmente

E finalmente pronto.

 

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Medo!!!

Acho que tenho mais medo de estragar os papelões internos originais do que andar de avião!!! E eu tenho pavor de avião!!!!

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Como eu fiz uma tomada de ar frio para o carburador (Cold Air intake + Catch Can)

Antes de começar a escrever como fiz, vou falar da teoria básica e óbvia por trás disso. Quanto mais frio o ar, mais oxigênio e quanto mais oxigênio no motor, melhor o “enchimento”, a idéia não é ganhar potência, mas deixar de perder. Eu explico : Nos carros atuais (com injeção eletrônica e vários sensores) as tomadas de ar estão “pegando” ar de fora do compartimento do motor portanto mais frio e ajustando tudo para a melhor performance geral do motor (torque, consumo, emissões, dirigibilidade, etc), porém nos carros antigos carburados a tomada de ar fica dentro do compartimento do motor captando ar mais quente do que do lado de fora, e ainda quando movidos a álcool, ainda tem o TERMAC que capta ar próximo ao coletor de escape, para melhorar a dirigibilidade quando o motor ainda está frio. Mas porque eu disse “deixar de perder”? Pelo fato de o valor de torque e potência divulgado no manual do proprietário sempre ser medido em um dinamômetro de motor com o ar de admissão a 20 graus e outras condições ideais. Enfim, na prática não devo perceber nenhuma melhora no desempenho (talvez uma melhora “psicológica” andando na estrada e talvez piore um pouco a dirigibilidade (principalmente frio), mas o importante é acelerar tranquilo sabendo que todos os cavalos estão lá e acordados (sei lá se cavalo dorme, não me perguntem!!!!).

Você pode comprar Kits prontos, inclusive de marcas famosas ou “Léplicas “chinesas, mas prefiro não ga$tar nada ou bem pouco, usar sucata e criatividade. Afinal um kit CAI da K&N destes pode custar aqui no BR o valor do meu Ratlook!

Então vamos para a parte prática: Usando meu S/R 1.8 cortei o filtro de ar, cortei o painel frontal, prendi uma tela, etc…..veja nas fotos abaixo.

Pois é….cortei…..mas não vamos pensar na raridade dos Monza S/R, era meu sonho quando adolescente ter um desses, então tenho 2 um original placa preta e esse que uso diariamente.

Tela de alumínio usada para “tunning”, nada demais.

Tentei usar a ponta do filtro de ar original, mas acabei mudando de idéia.

Depois fechei a entrada do blow by (vapor de óleo do motor) usando borracha de silicone, e os furos de dreno de água.

Escolhi este ponto para a tomada de ar, pois fica atrás da grade (capta ar frio e não fica visível), também é o ponto mais próximo do original e outro ponto que eu cortasse afetaria a fixação da grade.

Na minha primeira tentativa, usei Borracha de silicone (da mesma forma que se faz moldes) então moldei numa mangueira flexível que eu tinha aqui na Garagem 150, assim parafusei a ponta do filtro de ar no painel frontal e encaixei no filtro de ar cortado.

E o vapor de óleo, simplesmente usei uma latinha para coletar o excesso e um filtro antes, para o vapor sair limpo para o ambiente. Vou avaliar quanto tempo demora pra encher essa latinha, talvez precise mudar para algo mais prático e definitivo, mas já andei bastante (1.000 km) e não encheu, talvez porque o motor tem apenas 6.000km depois de recondicionado.

Depois pintei tudo de preto fosco.

Obs: usei papel cartão para moldar internamente a mangueira, depois de seco é só descolar.

Porém, depois de alguns dias e com a vibração do motor vi que errei, fiz uma mangueira muito curta que ficava soltando do filtro de ar.

Então pesquisei qual mangueira seria uma boa opção e comprei a do Vectra 16V.

Cortei na medida e prendi no filtro de ar com 4 parafusos. E para vedar a boa e velha “fita preta que serve pra tudo”…. afinal é um Ratlook!!!! S/R placa preta é o irmão mais novo dele. Abaixo mais alguns detalhes.

Obs: Minha esposa disse que os cavalos também dormem!

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