Os últimos consertos no S/Rat.

Nas últimas semanas andei usando meu tempo na Garagem 150 para resolver alguns problemas em meu Monza S/R 86. O primeiro conserto na verdade não fui que fiz, levei para meu mestre Valtão, afinal tinha um parafuso quebrado no suporte do ar condicionado que só saiu com a habilidade de um profissional. Depois disso o Valtão trocou a mangueira do ar condicionado que havia quebrado e deu carga no ar condicionado.

Nunca compre um kit universal de ar condicionado, ainda mais este kit vagabundo que eu comprei
Pelo menos o suporte que eu fiz não quebrou (o original do kit já havia quebrado antes)

Outro conserto foi o cabo do velocímetro (mesmo usando um velocímetro por GPS), mas precisa do cabo para a quilometragem.

O segredo para uma fácil instalação é observar a posição da borracha de vedação na parede corta-fogo (dash) para passar o cabo, mas ligar primeiro nos instrumentos do painel e só depois na transmissão. Outra dica é passar o cabo o mais reto possível, no caso dos meus “S/R” instalo o cabo do Monza automático que é um pouco maior que o do manual e facilita o encaixe na transmissão.

Outro problema recorrente é que o S/Rat só ligava quando queria… Mas como ele é uma máquina e preciso arrumar um motivo… Desconfiei que o fio que não tive como ligar na troca do motor de partida (porque o motor de partida instalado, modelo do Vectra, tem um Borne a menos), mais a instalação do ar condicionado, mais uma bateria que já tem mais de 2 anos….seria o motivo.

O fio que ficou desligado, faz uma ligação “direta” entre a bateria e o Borne 15 da bobina, eliminando temporariamente o fio pré-resistivo, com isso a tensão no primário da bobina é maior e obviamente no secundário também facilitando a queima do álcool e a partida. E como eu resolvi?

Instalei um relé auxiliar para a partida. Muito mais barato do que mandar recondicionar o motor de partida velho só por causa de um Borne faltando.

Mas diferente dos programas de TV e canais de YouTube, na Garagem 150 nem tudo dá sempre certo…. O S/Rat as vezes falha em rotação baixa e carga alta…. então troquei já todos os componentes da ignição…o último foi a bobina e novamente a tampa do distribuidor, também limpei o carburador…

Regulei a marcha lenta com ar ligado e desligado após a limpeza, mas a falha continua aparecendo…a solução é não andar em baixa rotação (abaixo de 2000 rpm) com ar ligado.

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Como eu customizei o painel do meu Monza S/Rat 1986

Antes que você comece a ficar desesperado por eu customizar um carro raro como o Monza S/R, lembre-se que este S/R 1986 foi doador de peças e acabamentos originais durante a restauração do meu S/R 1987 original, então ele já não tinha mais como continuar original. Como os instrumentos estavam bastante desbotados, optei em dar uma renovada no visual.

Painel original desbotado pelo sol

Inicialmente coloquei o fundo do velocímetro e do tacômetro do Kadett GS, mas atenção, Use apenas o fundo acrílico do Kadett, o velocímetro precisa ser o original, pois o fator das engrenagens são diferentes e colocar o velocímetro do Kadett no Monza vai marcar a velocidade errada.

Os instrumentos do meio deixei os originais do Monza S/R

Para melhorar a visualização (porque os ponteiros já estavam desbotados) pintei os ponteiros com uma tinta específica para isso (vieram em um kit que comprei para o painel do Voyagessauro),

Também troquei as lâmpadas de iluminação do fundo por LED.

Ponteiros pintados de vermelho e led iluminando.

Mas montei também um painel novo de backup usando peças originais que fui “garimpando” ao longo do tempo….melhor se prevenir, estas peças já estão bem raras.

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Restauração do Verdinho post 5

Recebi hoje este vídeo da Bravus, a fase agora é do “Controle de Lixamento” continuando a fase de preparação para a pintura.

Controle de Lixamento
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Consertando alguns defeitos que surgiram após a restauração de 2014 – Monza S/R 1987

Mesmo não andando nem 300 quilômetros nos últimos 6 anos, participando de alguns eventos ou dando umas voltas pelo bairro, alguns pequenos problemas sempre voltam a aparecer ou surgem novos. Vazamento de óleo, causado por juntas de baixa qualidade nem considero mais como defeito… Então, “estacionei” meu carrinho de ferramentas ao lado do S/R MC Queen e comecei a desmontar tudo sem preguiça, até encontrar o problema e tentar resolver definitivamente.

O maior problema aparente: O vidro da porta da “passageira” não estava abrindo, as últimas vezes que isso aconteceu troquei o botão e resolveu!!! Mas desta vez não era esse o problema, então tive que desmontar algumas partes até descobrir o culpado.

Testei todo circuito e o problema estava no motor elétrico, que apesar dos 33 anos ainda era original GM fornecido pela empresa “M. Carto” (mesma marca das lanternas originais). É claro que não existem mais novos, encontrei e comprei um kit completo de reposição, que usa um motor da marca “Mabuchi” (que na minha infância era sinônimo de motor de autorama, só fui correr com slotcars de verdade, numa pista “blue King” e aprender sobre o assunto depois de adulto). Comprei também um kit de adaptadores para usar o motor modelo “Novo”, no mecanismo original. Veja os detalhes na galeria abaixo.

E como trocar o Vidro elétrico do Monza?

Por incrível que pareça, é bem fácil!!!

Primeiro passo: Desmonte a máquina da porta soltando os parafusos e o “guia” plástico que vai encaixado no suporte que prende o vidro na porta. Quando tirar a máquina trave para o vidro não cair “rápido” e correr o risco de quebrar.

Segundo passo: Você vai precisar decidir, se trocará apenas o motor ou o conjunto completo com os cabos de aço.

Opção 1 – Como trocar apenas o motor usando o kit de adaptação.

Terceiro Passo: Desmonte o motor original do mecanismo de metal, coloque o pino adaptador e a placa plástica no motor novo conforme a foto, use os prisioneiros originais do mecanismo para fixar, porém terá que cortar um pouco o prisioneiro. Caso seja esta sua opção, não será mais possível montar novamente um motor original, como eu acredito em milagres…..guardei meu mecanismo original e montei conforme a opção 2 abaixo.

Opção 2 – Trocar o conjunto completo (cabos, ferragens, motor).

Outro problema que apareceu foi mal contato no rádio e no relógio/cronômetro digital, mas os problemas eram nos conectores com o chicote original do S/R que soltaram com a vibração, nada que um reaperto nos terminais não resolvesse.

Mais um detalhe corrigido (que estava funcionando, mas errei ao restaurar em 2014 o painel), comprei e montei o voltímetro do Monza S/R ano 88 e este S/R é 1987, alguns detalhes da impressão são diferentes no 86 e 87, veja nas fotos abaixo.

Ainda na parte elétrica, a luz do para-sol (moldura do espelho) não estava acendendo, o problema era em um fio interrompido, troquei e pronto, é claro que desmontei dos meus 2 S/R e usei as melhores partes para montar no S/R original.

Agora este detalhe deu bem mais trabalho, a luz que indica no painel que o freio de mão está acionado, não estava acendendo. Eu já havia testado o painel e colocado lâmpadas novas, então o problema estava no sensor que vai instalado no freio de mão ou no chicote elétrico. Na dúvida comprei (pela internet) um sensor novo, mas para isso é preciso tirar o banco do motorista, o console, os cintos de segurança e soleira da porta para finalmente levantar o carpete e desmontar o freio de mão e trocar o sensor.

Acabei descobrindo que o fio não estava ligado no sensor, soltei o chicote que vai até o painel e encontrei 1 fio com conector que não estava ligado a nada…testei e era o fio original !!!! foi só ligar no sensor novo e montar tudo de volta.

Como estava tudo desmontado aproveitei para limpar e trocar a forração entre o assoalho e o carpete.

Como o banco do motorista estava fora aproveitei e resolvi uma folga no trilho, um dos parafusos Allen do Recaro não estava dando aperto, apenas troquei por um parafuso novo.

Curiosidade: Veja nas fotos abaixo como se regula a altura dos bancos Recaro do Monza S/R. Existem 3 posições dianteiras e 3 traseiras na base que fixa o banco ao assoalho, você pode mudar a posição destes parafusos e escolher a altura antes de colocar o banco de volta no Monza.

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Mas precisa desmontar para lavar?

Para pessoas ditas “normais” em suas atitudes com seu carro, pode parecer um exagero. Ainda mais quando se trata de um Ratlook, embora a frase que mais gostei sobre meu S/Rat foi meu amigo Miguel Jr quem disse: ” Esse S/Rat é cuidadosamente mal cuidado!” Na verdade foram 3 fatores que me motivaram a tirar as rodas, poder limpar conforme uma empresa de “detail automotivo” faz, lavando o lado de dentro das rodas e pneus, trocar as calotas que acabaram descolando e também fazer o rodízio dos pneus, para que os 4 acabem juntos.

Se você for entrar embaixo use cavaletes!!! Neste caso apenas estou trocando as rodas de lugar.

Usei basicamente 2 produtos para a limpeza de rodas, um que retira a sujeira que na verdade é um desengraxante e um outro que retira as partículas metálicas do freio que se acumulam nas rodas.

Fiz 2 rodas de cada vez para não ter o trabalho de colocar o carro sobre cavaletes.

É claro que aproveitei para ver os estado dos discos e pastilhas, mas estão bons pois rodaram apenas 20.000 km.

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O importante é não desistir!!!

Ano passado eu resolvi “despiorar” um pouco a funilaria e pintura do “Sgto Predador”. E o resultado ficou bastante razoável, (veja alguns posts anteriores aqui no blog para ver como eu fiz) mas passado algum tempo, algumas “trincas e rachaduras” voltaram a aparecer na pintura… Principalmente na região onde retirei toda massa plástica antiga mas acabei tendo que repor para “nivelar” a lata. Isso aconteceu, obviamente porque não sou profissional e errei algum processo.

Então hoje comecei a refazer a funilaria, retirando a massa “trincada”, preenchendo e lixando uma área um pouco maior. O importante é não desistir, nem que após a pandemia eu tenha que fazer umas aulas com o Felipe da Bravus.

Atualizando: Lixei com lixa d’água 100 para nivelar a massa de poliéster, depois 280, 400 e 600, passei primer em spray mesmo e retoquei usando 2 latinhas de spray que encomendei (pela internet) da cor do carro. Como comprei do mesmo vendedor a cor foi exatamente a mesma.

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Pintando as portas do Jeep

A alguns meses comprei pela internet uma capota nova para o meu CJ5, principalmente devido as janelas da capota militar original estarem amareladas. No kit também vieram novas capas para as portas. Montei a capota nova, sem maiores problemas, mas as portas precisam ser costuradas, bom, quando a restauração envolve alguma costura sempre peço a ajuda da D. Ivani. e normalmente sempre conseguimos fazer nós mesmos (de coifas para a alavanca de câmbio e até refazer a capa dos bancos traseiros).

Novas capas das portas

Mas desta vez as capas das portas não cabem na máquina de costura da minha Mãe, precisaríamos de uma maquina profissional, específica ou a parte da máquina que prende a agulha mais alta, sei lá. Enfim, se eu quiser trocar as capas das portas tenho que ir a um tapeceiro profissional, mas aí começou a Quarentena do Covid19…..e ainda não acabou….. Então tive a ideia de pintar as portas originais, ainda tinha 1 spray verde militar sobrando, da mesma tinta que usei no Jeep depois de “despiorar” a funilaria do “Sgto Predador”, veja o resultado abaixo nas fotos.

E aqui o resultado final, acabei conseguindo dar uma sobrevida as portas originais.

Portas pintadas da mesma cor da carroceria
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Restauração do Verdinho post 4

Mais algumas fotos do trabalho que o Felipe (Bravus Funilaria) está fazendo em meu Voyage LS 1982 totalmente original.

Abaixo após aplicação do Primer Epoxi

E abaixo após o Primer PU. Próximo passo a preparação para a pintura.

E abaixo a importância de você levar seu Placa Preta para a oficina correta que além de fazer um excelente trabalho, está atualizada com as leis do Detran/Contran. Se retirar o lacre, atualmente te obrigam a colocar a placa do Mercosul no lugar da placa preta.

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Trocando novamente o fundo painel do Voyage 83

A mais ou menos 10 anos mudei o fundo do painel do meu Voyagessauro colando um kit de adesivos que se vendia na época. Na verdade tenho 2 painéis de instrumentos e colei kits de marcas diferentes, um deles continua perfeito até hoje, mas o que estava instalado no Voyagessauro fez bolhas.

E o Painel de “backup” que continua guardado com adesivos e ainda não deram problemas ao longo destes anos. obs: Comparando as quilometragens vi que andei 400 km em 10 anos (talvez 12 anos, não tenho certeza quando troquei o painel).

Então procurei o fabricante dos adesivos do painel acima que não deu problema, para comprar um kit novo. Porém atualmente eles fabricam um kit com o fundo em acrílico e impressão muito próximo do original.

Para instalar, basta soltar estes parafusos e trocar o fundo. Obviamente com cuidado para não quebrar os ponteiros ao retirar. O kit vem com uma tinta para pintar os ponteiros e uma fita de Led que eu não usei no meu Voyagessauro (usei no meu S/Rat mostrarei em outro post).

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Boa surpresa ao Limpar o carburador

No último final de semana foi a vez de ligar todos os Hotwheels da Garagem 150, faço isso mais ou menos a cada 20 dias. Mas como é costume em carros antigos, sempre surge algum probleminha, desta vez o S/R Mc Queen não tinha marcha-lenta.

Tentei limpar com um descarbonizante sem desmontar o carburador, mas não deu certo, então tive que romper os lacres originais da Brosol (eu comprei este carburador Novo em 2015).

Carburador sujo

Mas a grande surpresa foi verificar que não tem nenhuma corrosão, mesmo após 5 anos e meu S/R ficou parado todos estes anos com a cuba cheia de álcool (só andei 300 km desde 2014). Foi uma boa surpresa pois lembro que na década de 80 meu Pai chegou a trocar o carburador do Voyagessauro (ainda era original 1.6) devido a corrosão, e ele tinha pouco mais de 5 anos de uso. Isso significa que o material/processos dos carburadores melhoraram e o combustível melhorou também.

5 anos e sem nenhuma corrosão

Na prática eram apenas um pouco de sujeira….agora, como isso chegou até a cuba do carburador passando por filtro e a telinha de entrada, realmente não sei?

Sujeira que estava na cuba do carburador

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