Restauração do Verdinho post 10

Esta semana o Felipe começou a pintar o meu Voyage LS 1982 placa preta, ou simplesmente “Verdinho”. A primeira peça a ser pintada foi o capô do motor, assim o Felipe consegue avaliar se a cor ficou correta e outros detalhes técnicos da preparação e da tinta.

Pelo brilho e pela cor original “Verde Álamo” o Voyage Verdinhovai ficar incrível!!! As restaurações são demoradas, mas no final o resultado faz valer a pena a ansiedade e espera.

Video enviado pelo Felipe
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Manutenção nos Hotwheels da Garagem 150

Apostando no final da pandemia, aos poucos voltei a fazer as manutenções nos Hotwheels, para em 2022 voltar a frequentar os encontros de veículos antigos. Comecei pelo Voyagessauro, depois o S/R McQueen e a Belina 4×4 do meu Pai. A Saverado, o Jeep (Sgto Predador) e o S/Rat estão com a manutenção em dia, só colocar uma bateria e andar, o Fusca 75 está ok e em uso pela dona dele (minha Mãe). O Voyage Verdinho (está na Bravus sendo restaurado), o Fusca 72 e a Chevy 500 estão desmontados aqui na Garagem 150.

Belina 4×4 vazando álcool
Voyagessauro trocando óleo e pneus

Comecei trocando o óleo de todos eles (troco 1x por ano) e comprando algumas baterias para substituir as que “morreram” nos últimos 2 anos. Em meu S/R vermelho,  precisei trocar algumas mangueiras de combustível e partida a frio que estavam “rachadas”.

Mangueira de combustível

Mangueira de partida à frio onde vai ligada ao carburador

Já troquei também o filtro

Troquei também a mangueira entre o radiador e o reservatório,  já comprei várias e elas racham, então desta vez coloquei uma mangueira “genérica” igual fiz em meu outro S/R.

Mangueira genérica de mesmo diâmetro das “originais-paralelas” para esse lugar.
E como é de praxe, os vazamentos de óleo de motor e da transmissão continuam…

Também troquei uma peça raríssima que consegui comprar nova a alguns meses, mas ainda não tinha instalado. A proteção das polias do motor.

Em seguida troquei o óleo da Belina, mas ao fazer isso ao verificar o nível, puxei a vareta e bati a mão no conector do distribuidor e um fio quebrou…

Então tive que soldar o fio no conector original, pois a Ford usava um padrão que não é o Faston, embora seja bem parecido, veja nas fotos abaixo como eu fiz.

Padrão diferente do comum
Usei uma pinça para destravar o conector
E aqui consertado e protegido com fita de tecido.
vazando álcool na Garagem

Ao abastecer, pedi para encher o tanque de álcool e já começou a vazar no posto com metade da capacidade….

Mangueira de enchimento que liga do bocal ao tanque rachada

Para trocar foi bem simples, para soltar as abraçadeiras é preciso tirar o acabamento interno do porta-malas e embaixo no tanque. Ao erguer o carro coloque cavaletes, jamais confie apenas no pistão hidráulico do macaco-jacaré.

Cavalete colocado no eixo traseiro
Lateral interna traseira
Mangueira ressecada/rachada vazando
Mangueira velha é mais fácil cortar para desmontar
Mangueira trocada

Tudo pronto para voltar a frequentar os encontros e exposições.

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Restaurando minha Chevy 500 post 7 – Outravez!!!!

Exatamente isso, vou repetir o post de 4 anos atrás, pois resolvi melhorar a pintura do compartimento do motor, o ano passado fui limpar o compartimento do motor e acabei manchando a pintura que era fosca e feita com spray. Então desta vez resolvi fazer da forma que um profissional faria, só que na Garagem 150 mesmo, então pesquisei um pouco sobre o assunto, li um e-book, vi muitos videos no YouTube, mas obviamente que fiz seguindo as dicas do Felipe (Bravus). É algo que melhora muito o visual do carro então Faça Você Mesmo!!! A pintura do Compartimento do motor do seu Hotwheels.

Resultado final da pintura no compartimento do motor

Primeiro passo: Como já estava tudo desmontado, comecei limpando tudo e identificando que partes poderiam ser melhoradas. Optei em lixar e tentar deixar o mais liso possível, comecei com lixas 320 depois 400 e 600 por último, nas lixas 400 e 600 lixei com água.

Segundo passo: Lavei e deixei tudo limpo para identificar onde havia problemas com a massa kpo ou outros defeitos.

Terceiro passo: Refiz o Kpo onde estava trincado e acertei alguns pontos com massa rápida. Também passei primer 2 vezes e voltei a lixar com as lixas 400 e depois 600 sempre usando água.

Quarto passo: Limpei tudo novamente, e “empapelei/plastifiquei(?)” As partes da Chevy que não queria pintar. Antes de pintar passei a solução desengraxante em todo compartimento do motor.

Para pintar basta seguir as instruções do fabricante da tinta e do verniz. Neste caso a tinta comprei pronta, apenas regulei a pressão e a pistola de pintura de forma que a tinta saia parecendo um leque, na primeira vez passei um pouco mais devagar e a uns 30 cm, nas outras vezes mais de longe e usei uns 10 minutos de intervalo. O verniz é na proporção 2:1 (endurecedor) + 10% do thinner.

Cor escolhida: Prata Andino (original do Monza S/R 1986)

É claro que os profissionais não usam estes equipamentos, mas é possível ter um resultado razoável numa pintura caseira. Mas mesmo neste caso use máscara e proteja tudo que você não quer ver “pintado”, no meu caso não tenho cabine de pintura, então montei uma “favela de pintura” e protegi com capa meus outros Hotwheels.

Antes de começar a pintar lavei todo o local onde montei a “favela de pintura”, e também molhei o chão. A ideia é minimizar a poeira no ambiente.

E o resultado final da pintura em detalhes:

Pintei um pedaço de cada paralamas e o painel frontal apenas para ver como ficará a Chevy pintada com esta tonalidade de Prata. Alguns lugares ficaram “casca de laranja” que pode ser corrigido no polimento, outros faltou um pouco mais de verniz, mas no geral, para uma pintura caseira fiquei muito bom!!!!

Agora já posso montar, revisando toda mecânica e elétrica, ou fazer o mesmo trabalho na caçamba, a ideia é levar para a Bravus/Felipe fazer as partes externas.

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Instalando um medidor de combustível no jeep

Desde que comprei meu jeep, o marcador do nível de combustível não funciona muito bem, com o tanque cheio indicava 1/2 tanque. Mas ultimamente simplesmente parou de indicar, para saber onde estava o problema comecei medindo se havia alguma resistência na bóia…. até aí tudo ok, então aproveitei que o painel do jeep tem um acesso fácil e liguei um “fio novo” direto entre a bóia e o mostrador…mas nada…ou seja, o mostrador pifou!!!

Como um mostrador original costuma ser bem caro e ainda não é a hora da restauração do meu jeep (tenho 3 Hotwheels antes dele na fila), optei em colocar um instrumento adicional. Aproveitei para trocar a bóia pois quando desmontei a que estava no tanque a aparência dela não era muito boa.

Por outro lado era original Motorcraft (meu CJ5 é 72 e foi fabricado pela Ford), não encontrei uma original nova para comprar.

Aproveitei para já deixar no suporte um tacômetro (RPM) e temperatura de óleo, para instalar futuramente. Montei na bancada pois era mais fácil para ajustar os parâmetros de “tanque cheio”, “tanque vazio” e “meio tanque” do que depois de instalado no Jeep. No chicote do instrumento existe um botão de reset para fazer este ajuste. Veja nas fotos abaixo.

Instalei no Jeep e funcionou perfeitamente…..

Perfeitamente….. até eu ligar o jeep no final de semana para ir encher o tanque… e o marcador indicar tanque vazio. Bom, ao contrário dos programas de TV do Discovery turbo, na Garagem 150 nem tudo dá certo na primeira vez.

O trabalhoso foi tirar o banco do motorista novamente para acessar o tanque de combustível.

Comecei pelo óbvio, procurando algum mal contato, e era exatamente isso, mexendo no fio da bóia parecia que havia um problema no conector, cortei e coloquei outro….e….nada…. então comprei uma segunda bóia nova e também continuava o mal contato. Porém notei que ao testar as bóias fora do tanque eu aterrava a carcaça, desnecessário quando a bóia está parafusada no tanque de metal, que está parafusado na carroceria de metal do jeep, certo?

Pois é, mas na prática tive que colocar conectores olhal e aterrar a carcaça da bóia. Agora com este aterramento “redundante” funcionou perfeitamente!!! Verifiquei se o marcador do painel funcionaria novamente com este aterramento, mas infelizmente o marcador original pifou mesmo!!!

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Limpando o carburador do Fusca 75

Quem acompanha minhas aventuras D.I.Y aqui em meu blog, sabe que minha Mãe tem um fusquinha 1300 ano 1975. Obviamente que sou eu que faço a manutenção dele, ou seja, manutenção de fusquinha é uma moleza, certo? Não tem água para vazar, não tem AC, nem DH, nada elétrico e apenas 1 carburador bem pequeno e simples, pois é……. E justamente aí que está o problema, minha Mãe praticamente não usa o Fusca então a gasolina “estraga” no tanque e “seca” no carburador e acaba entupindo algum gicleur. Então o Fusquinha (minha Mãe chama ele de Herbie) fica sem marcha-lenta ou “sem força”.

Carburador ainda original de 1975

A alguns anos quando isso aconteceu, não consegui “desentupir” usando apenas Car80 e acabei comprando um carburador novo (Sim !!! Existe novo Brosol para comprar) instalei, regulei o novo e pronto!!! Guardei o original. Mas agora (depois de alguns anos) o carburador “novo” instalado também acabou “entupindo” por falta de uso.

Então peguei o carburador original, troquei a junta, válvula de agulha, bóia, desmontei e limpei tudo.

Carburador “solex” com logo da VW de 1975

Hoje eu e meu Pai trocamos novamente o carburador “novo-entupido” pelo original limpo…

Motor 1300 original exceto sistema de ignição

Foi só montar e regular a marcha-lenta. Fiquei tão empolgado por ter dado certo o conserto, que no final da tarde, voltando para a Garagem 150 já desmontei o carburador que está “entupido” e comecei a limpar.

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Restauração do Verdinho post 9

Durante a preparação para a pintura o Felipe (funileiro) notou que havia ondulações no capô que não “sumiam” após os lixamentos. Notou que a “lata” do capô esta “mole” onde não tem o reforço embaixo. Resumindo: Mesmo gastando muitas horas ainda corríamos o risco de não ficar perfeito ou talvez ficar com marcas na parte interna. Então tivemos que “caçar” um capô novo para o Voyage Verdinho. Pode parecer simples, mas você já tentou encontrar uma peça nova, de estoque antigo, para um carro brasileiro e comum de quase 40 anos???

Não é algo fácil de se conseguir novo e original, mas valeu a pena pesquisar na internet, pedir contatos de contatos dos amigos, etc. Pois o Verdinho ficará muito novo e o mais perfeito e original possível. Após muita pesquisa e alguns contatos conseguimos !!! (Na verdade quem conseguiu foi o Felipe, mas eu também tentei!!!)

E nada como ter uma “coleçãozinha autossuficiente “, tirei a capa, calibrei os pneus e coloquei a Saveiro na estrada para ir buscar o capô novo em outra cidade aqui do interior. Acho que já fazia uns 6 meses que eu não andava com a “Saverado”, na verdade devido a pandemia quase não tenho saído com os Hotwheels.

A uns 15 anos também troquei o capô do meu Voyagessauro (quando foi feito funilaria e pintura nele pela última vez), na época ainda se encontrava muitas partes da lataria VW original em autopeças, as concessionárias vendiam em lotes as peças encalhadas, para se livrarem do estoque. Algumas partes se podia escolher até a marca (assoalho já não existia mais original novo). Mas atualmente foi muita sorte encontrar alguém que comprou um capô novo e original, mas que a oficina acabou recuperando o original do carro….

Mas não vamos falar de $$$$, tem coisas na vida que não tem preço, e restaurar carros obviamente custa muito mais caro que o valor do carro no mercado.

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Melhorando o sistema de Arrefecimento do meu Jeep

Obviamente que estou falando do CJ5 (Willys/Ford), mais especificamente do meu Jeep o Sargento Predador 1972 (nada contra os jeep de ir ao shopping, mas são apenas homônimos). O sistema de arrefecimento dele é o mais simples que existe, você enche o radiador e quando aumenta a pressão, ele joga para fora o excesso de líquido. Porém não existe a reposição “automática” do líquido, você precisará abrir a tampa do radiador (quando frio) e repor.

No original é necessário ficar repondo o líquido que é “jogado fora” quando quente

Para melhorar o sistema, instalei um reservatório de expansão (modelo dos primeiros Voyage), apenas liguei a saída do radiador ao reservatório. Também fiz um suporte para segurar o reservatório, tentando deixar o mais alto possível, para a mangueira ficar no melhor nível possível.

A grande vantagem desse sistema com o reservatório não pressurizado é que as alterações são mínimas, mas não existe perda do líquido de arrefecimento.

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Restauração do Verdinho post 8

Funilaria pronta!!!!

Na verdade só faltam alguns pequenos detalhes na preparação que o Felipe encontrou e está acertando antes da tinta base.

Marcando pontos de melhoria na preparação para pintura
Lugar onde o Verde Álamo original fosco do compartimento do motor sobreviveu. Escolhi em deixar original e pintar internamente apenas onde for necessário.

Dentro no assoalho ainda falta o acabamento entre as chapas antes da pintura. Olhamos lugares ainda com a tinta original para saber se a parte interna era fosco ou brilhante. Conversando e vendo as possibilidades, resolvemos pintar com tinta “PU” por ser atualmente o mais próximo da tinta original da época (descartamos a ideia do Poliester+verniz para o Verdinho).

Enfim, estamos quase na reta final desta etapa de funilaria e pintura.

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Restauração do Verdinho post 7

Mais um item para a restauração do Verdinho. Hoje finalmente consegui ter todo o material necessário para refazer os bancos no modelo original do Voyage LS 1982. A algum tempo eu encontrei e comprei o tecido preto liso das laterais e o material (napa,courvin,sei lá o nome) preto que imita couro e vai na parte de trás dos bancos dianteiros, mas este final de semana consegui comprar online uma réplica do tecido do centro dos bancos (o nome é veludo cotele) e hoje chegou, junto com o filete plástico preto que vai entre o tecido preto liso e o material que imita couro.

Pode parecer algo comum e trivial, fazer a tapeçaria de um carro antigo, mas neste caso, voltar aos tecidos originais será uma grande melhoria, pois na vistoria para a placa de coleção a uns 3 anos, o tecido dos bancos foi o único item que o Verdinho perdeu pontos. Ou seja…. após a montagem ele será 100% original. Bom, o próximo passo será escolher um profissional para fazer o serviço de tapeçaria.

E a funilaria continua… confesso que mais demorado do que eu imaginava, mas o importante é ficar perfeito e original, agora está na fase de preparação para a pintura.

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Como consertar um ratlook?

Agora que não uso mais meu S/Rat diariamente (Monza S/R 1986), comecei a tentar resolver alguns problemas graves (por isso deixei de usar e ele parou de me deixar na mão, mas isso será assunto de outro post) e outros defeitos mais tranquilos, consertos sem pressa já que a alguns meses ele está guardado na Garagem 150. O assunto do post de hoje é um problema irritante, era um “nhec-nhec” na tampa traseira, a causa é que a ferrugem “abriu” um buraco bem maior que o local onde vai uma das borrachas que ajustam a tampa e mantém ela fixa sem ficar chacoalhando e fazendo barulho.

Estas marcas escuras são de “ferrox” e etc

A maneira correta de consertar é bastante óbvia, uma tampa nova!!! Embora seja raríssima hoje em dia (como ouvi uma vez: “mosca branca de olhos azuis usando all star vermelho”). Mas acredite: eu já tenho 1 tampa 0km original GM para substituir esta tampa podre do S/Rat comprada a muitos anos (Na verdade tenho guardado todas as latas novas para deixar o S/Rat restaurado).

Ignore as peças de Fusca, admire a tampa e dentro do saco tem uma traseira original de Monza hatch

Mas no momento estou curtindo muito este estilo de deixar as marcas de uso e desgaste do tempo, sem contar que tenho outros 3 carros na fila da restauração antes de chegar a vez dele.

Mas então como consertar deixando estas marcas? Uma possibilidade seria tentar soldar um remendo, furar e colocar a borracha/batente. Mas soldar e esmerilhar tão perto do vidro traseiro? Este não tenho outro novo. A possiblidade de esquentar demais na hora da solda e danificar o vidro seria muito grande devido a minha falta de habilidade com a Mini-MIG. Então descartei esta opção e fiz uma “gambiarra” no melhor estilo RAT!!!!

Fiz um suporte com uma chapinha de inox reciclada de uma luminária de jardim quebrada.

Cortei usando uma tesoura para chapas, dobrei usando a morsa e um martelo de plástico, e furei na medida da borracha.

E para não soldar furei o suporte e parafusei na tampa traseira. Tem como ser mais Rat look que isso?

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